Eleições 2024 e a Esquerda: Sem terra arrasada, mas muito para plantar

Terminado o 1º turno das eleições 2024 é hora de refletir sobre o que foi visto. Ao analisar números frios é claro que a esquerda ficou atrás na preferência do eleitor. No entanto, ao se pegar um contexto histórico, isso é apenas a continuação do cenário que sempre existiu no país. Ainda assim, é tempo de recalcular rota para um futuro diferente.

Resultados ruins?

Com exceção de quem vive em uma bolha, o resultado desta eleição 2024 não surpreendeu. A direita conta com mais dinheiro, apoio das Igrejas, tolerância do judiciário para crimes eleitorais e o principal, que ter conseguido se conectar com o eleitor. 

Por mais que pareça evidente que a direita mente e engana o eleitor com propostas que na prática não funciona, ela sabe dizer o que parece fazer sentido para o povo. E isso rende votos. 

Já a esquerda circula nos mesmos discursos de sempre, um ar professoral e que parece complexo. Falar que droga e aborto é um problema de saúde pública e não judiciário, falar sobre racismo e homofobia e defender a CLT definitivamente não é o que vai atrair voto. Esse discurso é útil apenas para agradar a quem já vota nesses partidos, e que representa no máximo uns 20%. 

Esquerda nunca foi dominante

Mas é preciso separar a reflexão em duas partes. Uma, que a Esquerda nunca dominou o país e a segunda é que sim precisa mudar. 

O primeiro ponto é que nunca um partido de esquerda ou toda ela teve o maior número de prefeituras. O auge do Partido dos Trabalhadores foi em 2012, quando conseguiu eleger 624 prefeitos. Considerando ainda PSB, PDT e outros representantes da esquerda, foram 1426 prefeitos eleitos. Isso não dá nem um terço dos municípios brasileiros. 

Nesta eleição, o PT até voltou a crescer subindo de 183 para 253, mas com a queda grande do PDT, esquerda teve 753 prefeitos eleitos. Um número próximo do que teve em 2020, quando fez 847. A nível federal, nem mesmo no auge, a Esquerda teve mais de um terço do congresso. 

Por outro lado, é válido destacar que PSB e PT estão entre os 6 partidos com mais vereadores. Então, tem uma base ali. O que falta é ajustar o discurso para se conectar além desses 15% que já votam na esquerda por ser esquerda, por ser PT ou por ser Lula. 

Não dá para a esquerda continuar falando apenas para quem já vota na esquerda. Porque não basta apenas ter boas ideias, precisa conseguir convencer o eleitorado. 

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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