Você já parou pra pensar no que realmente significa ser cidadão? Será que é só ter um documento de identidade? Ou votar de tempos em tempos? Neste vídeo, a gente vai além do óbvio e te mostra por que cidadania é muito mais do que um direito — é também participação, consciência e transformação. Se você quer entender de verdade o seu papel na sociedade, fica comigo até o fim
Você já parou para pensar o que realmente significa ser cidadão? Neste vídeo você vai entender mais sobre cidadania e a importância dos direitos e deveres de uma sociedade.
O que é cidadania?
Para irmos direto ao ponto, cidadania significa um conjunto de direitos e deveres que uma pessoa tem relação ao Estado e à sociedade. A palavra tem origem na Grécia antiga, nas chamadas pólis, ou cidades-estado. No entanto,na época o conceito se referia a apenas homens livres nascidos na cidade. Portanto, mulheres, escravizados e estrangeiros eram excluídos.
A mudança para o conceito de cidadania atual começa a mudar no século XVIII, com a Revolução Francesa, com os ideais de liberdade, igualdade e Fraternidade, que resultaram na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. No entanto, algo similar também já havia ocorrido no Império do Mali, no século XIII.
Hoje, ser cidadão significa ter direitos como educação, saúde, trabalho, moradia, participação política entre outros. E para isso, deve cumorir leis, pagar impostos, educar os filhos, respeitar os direitos dos outros entre outras coisas.
Vale ressaltar que a falta de acesso a alguns desses direitos é um cenário em que a pessoa não tem cidadania plena. Portanto, um ponto importante para refletir sobre desigualdades e exclusões. O que se faz necessário cobranças para que esses direitos não fiquem apenas no papel.
E isso é importante porque os direitos, sejam na teoria ou na prática, não caíram do céu. Sugiram através de muita luta. Portanto, cidadania é um processo em disputa.
Os direitos civis e políticos, por exemplo, por muito tempo foi um privilégio de homens brancos e ricos. As mulheres ficaram excluídas até a conquista do direito ao voto em 1932, enquanto os analfabetos só puderam votar a partir de 1985.
Os direitos sociais como férias remuneradas e jornada de trabalho de 8 horas veio com a Constituição de 1934. Saúde pública e moradia apenas na Constituição de 1988.
Mais recentemente temos também as lutas dos chamados direitos de quarta geração. Que se referem a igualdade de gênero, proteção contra discrminição, preservação dos recursos naturais, justiça climática entre outros.
Compreender e debater sobre os direitos é fundamental para garantir dignidade humana, para que todos possam viver com segurança, saúde, respeito e liberdade, e reduzir desigualdades. Até mesmo para evitar retrocessos.
