Sempre que eu vejo alguém ou um grupo desses dois blocos da esquerda discutindo me lembra a escola no começo dos anos 2000. Porque parece quando eu e meus colegas discutimos quem era o melhor do Rio e na época quase todos brigava para não cair. Aí um vencia uma ou duas partidas, saltava para a 8ª posição e o torcedor se achava.
Só que o oitavo não ia para lugar nenhum. Não era campeão, não brigava pela Libertadores. Era uma disputa de consolação.
E é assim na esquerda na política. Porque a esquerda nunca teve o poder real no Brasil. Jango chegou a Presidência, assim como Lula e Dilma, mas o primeiro sofreu um golpe com menos de dois anos e os outros dois nunca tiveram nem um terço do Congresso.
Ou seja, para governar, precisaram criar uma coalizão com o centrão. E consequentemente teve que ceder diversas pautas para aprovar outras.
E isso acontece por um motivo óbvio. Seja por manipulação, capacidade de financiamento dos partidos de direita, interesses ou qualquer outro fator, a esquerda não chega nem perto de ter a maioria da população.
E aí discutir se a moderada é melhor ou a radical não faz o menor sentido. Até porque boa parte da esquerda radical já vota na moderada em uma eleição e boa parte da moderada já apoiaria uma radical se existisse qualquer possibilidade de uma revolução.
Então, ou seja, é pura vaidade do “eu sei mais”, “eu estou mais preparado”, enquanto o foco deveria ser mirar em quem não se identifica com a esquerda.
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