A história da saúde pública e a formação do SUS

Você sabia como era a saúde no Brasil antes do SUS? A história da medicina no Brasil inicia principalmente com a chegada da Família Real no Brasil. 

Antes desse marco, o Brasil sofria com diversas doenças trazidas pelos colonizadores e também pelas condições da região. O tratamento se dividia em diversas opções. A população indígena recorria a ervas nativas, feitiços e rezas por pajés. Enquanto a população negra recorria a curandeiros. 

Paralelo a isso, os portugueses implementaram as Santas Casas de Misericórdia, mas com acesso reduzido a poucos que tinham condições. Principalmente devido ao fato de ter poucos médicos no Brasil.  

Saúde após 1808

Com a chegada da Família Real em 1808, a necessidade de mais médicos para cuidar de toda a Corte que veio para cá fez com que fossem criados cursos de Medicina pelo Brasil. 

Ainda assim, durante os 389 anos de Colônia e Império, acesso a cuidados em saúde era privilégio de poucos. Pobres e escravizados tinham pouca chance de sobrevivência ao ficarem doentes.

Com o fim da Escravidão e a chegada de imigrantes Europeus, o Governo começava a enxergar a necessidade de ter uma população saudável. Ainda assim, o foco não foi em levar o atendimento e sim ter medidas sanitárias para evitar epidemias e endemias. Com Oswaldo Cruz no comando da Saúde as campanhas de vacinação também ganharam destaque.

Porém, quando se  trata de atendimento a primeira mudança ocorre nos anos 20, quando foram criadas as CAPS: Caixas de Aposentadoria e Pensão. Era uma proteção para os trabalhadores na velhice. 

Posteriormente, Vargas ampliou para outras categorias profissionais, transformando-o em IAPS: Instituto de Aposentadorias e Pensões.

Durante a Ditadura militar ocorreu um corte de verbas para a aposta de saúde e o país teve o aumento de epidemias e mortalidade infantil. Doenças como dengue, malária e meningite se intensificaram. O investimento era de apenas 1% do PIB nos anos 70, enquanto hoje é de 10%. 

O Governo então tomou medias como a criação do INPS em 1977, que unia todos os órgãos previdenciários já criados. Além de criar o Inamps. Este segundo fornecia atendimento, mas apenas para os trabalhadores formais. Ou seja, quem tinha carteira assinada. Cenário que representava apenas 7,1% da população. Portanto, bem longe de ofertar saúde para todos. 

Quem tinha condições, seguia obrigado a recorrer ao sistema privado ou instituições assistencialistas, como as Santas Casas de Misericórdia ou hospitais universitários.

Criação do SUS

Com o fim da Ditadura, foram realizadas diversas Conferências com o foco na saúde. Uma delas foi a Conferência Nacional da Saúde em 1986, no qual reuniu pela primeira vez a sociedade cívil em um debate para um modelo de saúde pública para o país. O tema era “saúde como direito de todos e dever do Estado” e o relatório da Conferência teve muitas resoluções incorporadas a Constituição de 1888. 

A constituição estabeleceu que a saúde é um dever do Estado e criou a base para a formação do Sistema único de Saúde, o SUS, que foi regulado em 1990. Hoje, o Brasil é o único páis do Mundo com mais de 100 milhões de habitantes que conta com um sistema público de saúde universal e gratuito para a população.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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