A história da Polícia Militar, criada para proteger a Casa Grande

A Polícia Militar do Rio de Janeiro, a primeira do Brasil, foi criada em 1809, logo após a chegada da família real ao país. Você vai ver que a história da polícia militar está profundamente ligada ao seu modo de atuação até os dias de hoje.

Influência do Haiti

A principal razão para a criação da Polícia Militar no Rio de Janeiro foi o medo do que tinha acontecido no Haiti cinco anos antes, em 1804. Naquele ano, os haitianos conquistaram a independência, derrotando os franceses. Foi a primeira revolução na América Latina, e foi liderada por escravos.

Esse evento gerou um grande receio no Brasil, onde um terço da população também era formada por escravos. Para evitar o mesmo destino, a monarquia decidiu criar uma força policial com a função de reprimir qualquer movimento contra o regime e proteger os grandes produtores de café e açúcar que apoiavam o governo, além de proteger os membros da corte.

O símbolo da Polícia Militar reflete esse propósito: ele inclui um pé de café, um pé de açúcar, uma coroa imperial e duas armas. O povo não está representado em momento algum nesse símbolo. Por isso, a Polícia Militar não lamenta a morte de crianças e adolescentes que acabam sendo vítimas em suas operações, especialmente em comunidades mais pobres. Essa visão protecionista em relação à elite e ofensiva em relação aos mais pobres é algo que vem sendo passado e repassado na corporação desde a sua fundação até hoje.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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