Xica Manicongo, considerada a primeira travesti do Brasil

Quem Tem Medo de Xica Manicongo? Esse é o enredo da Paraíso do Tuiuti em 2025. E o que tem de importante nessa história? Acompanhe aqui.

Xica Manicongo é considerada a primeira travesti do Brasil. Para isso, obviamente se considera apenas pessoas realmente documentadas. Seu sobrenome era um título do Reino de Congo para se referir aos seus senhores e às divindades.

Ela foi trazida do Congo para Salvador no século 16 para ser escravizada. E desde que chegou ao Brasil já utilizava roupas femininas, o que gerava ataques.

As primeiras denúncias contra Xica por utilizar roupas femininas ocorreu em 1591, na primeira visita do Santo Ofício. Ela era vista como alguém que desafiava os dogmas religiosos da Igreja Católica. 

Com isso, foi acusada de sodomia, por praticar atos antinaturais e bruxaria. Condenada a queimar na fogueira, ela escolheu sobreviver e abdicou dos trajes femininos. Desta forma, foi obrigada a usar roupas masculinas até a morte, sendo alvo de intenso controle. 

Após esta denúncia, usar roupas de outro gênero passou a ser crime no século 17. Só que a transfobia no caso durou muito mais tempo. Isso porque em muitos registros, Xica Manicongo foi retratada como homem. A devida correção só surgiu através da ativista Majorie Marchi já nos anos 2000.

Agora em 2025, Xica Manicongo virou enredo da Paraiso do Tuiuti. Uma história importante e também pelo momento, no qual existem 700 projetos de lei antitrans no Brasil.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

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Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

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Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

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Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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