Quando o Carnaval passou a ter enredo de Orixá

Você sabe quando as Escolas de Samba passou a trazer Orixás e as religiões afro para o Carnaval?

A origem do Carnaval carioca está totalmente ligada aos negros, que no começo do século XX em sua maioria eram simpatizantes do Candomblé ou da Umbanda. O samba, por exemplo, encontra abrigos nos terreiros enquanto ainda era perseguido pelas autoridades

No entanto, apesar desta raiz, o Carnaval demorou a incluir estas religiões e seus símbolos nos enredos. Os registros indicam que a primeira referência a um Orixá só foi ocorrer em 1966, com o Império Serrano, em uma homenagem a Iemanjá. Já a primeira alegoria, também com referência a Iemanjá, só foi aparecer em 1969, com a Salgueiro. Depois dos anos 70 isso se ficou cada vez mais frequente, tendo diversos enredos envolvendo orixás e religiões de matriz africana no mesmo ano. 

A história do Carnaval Carioca

Mas porque demorou tanto? Isso aconteceu porque a perseguição ao Samba diminuiu na década 30 com uma certa intervenção de Getúlio Vargas. Só que ao mesmo tempo que ele buscava se aproximar das camadas populares com a liberação do ritmo, ele buscava ““desafricanizar” o samba no Brasil. Portanto, os enredos passavam por temas que agravam a Ditadura do Estado Novo. 

Somente nos anos 50 que temas da “cultura afro-brasileira” passaram a ganhar mais espaço. Até que chegou aos Orixás. 

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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