Simón Bolívar

Simón Bolívar: O Libertador da América

Você sabia que Simón Bolívar foi responsável pela independência de quase metade da América do Sul? Chamado de El Libertador, ele foi peça-chave na luta contra o Império Espanhol.

Nascido em Caracas, no atual território da Venezuela, Bolívar era de uma família rica. Seus pais eram da aristocracia local, sendo donos de muitas propriedades e pessoas escravizadas.

Ele viajou para a Europa, estudou ideias iluministas, e ali nasceu seu ideal: libertar a América do domínio espanhol. Um dos momentos emblemáticos para ele foi a coroação de Napoleão Bonaparte como Imperador Francês em 1804.

As primeiras lutas pela independência

Ao retornar para a América em 1807, ele transformou essa ideia em ação e atuou pela libertação de territórios que hoje estão na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Sim, este último tem o nome em homenagem a El Libertador.

O primeiro movimento foi justamente em Caracas. Na ocasião, a colônia vivia uma agitação devido à destituição do rei espanhol Fernando VII pelas tropas da França. Isso causou um enfraquecimento do poderio espanhol. Paralelo a isso, o povo vivia a empolgação de ideais revolucionários influenciados pelo Iluminismo e o exemplo da Independência Americana.

Com isso, em 19 de abril de 1810, iniciou-se a luta pela independência da Venezuela. A primeira participação militar de Simón Bolívar foi em 1811, e embora tenha conquistado algumas vitórias, viu os venezuelanos serem derrotados em 1812.

Recuo, reorganização e avanço

Bolívar precisou fugir e rodou pela América Central até que formou um novo exército para marchar pelo território venezuelano em 1813. Novamente teve algumas vitórias, chegou a ser inaugurada a República Venezuelana, assim como havia ocorrido dois anos antes, mas novamente precisou deixar Caracas após o enfraquecimento de suas tropas. O sucesso só viria em 1817, quando contou com apoio do Haiti.

Expansão da independência

Dois anos depois, foi a vez de marchar para Nova Granada e consolidar a independência da Colômbia. Paralelo a isso, ainda tinha que administrar a resistência da República Venezuelana contra tropas espanholas, que só foram definitivamente derrotadas em 1823. Nos anos seguintes, ainda conseguiu a independência nos territórios de Peru e Bolívia.

Projeto de união e fim da trajetória

No entanto, Simón Bolívar acreditava que a independência política era apenas o começo. Seu verdadeiro projeto era construir uma América unida, forte, justa, livre da exploração — uma só nação que resistisse às influências externas.

Por isso, idealizou a formação da Grã-Colômbia, nação que reunia os territórios da Colômbia, Venezuela e Equador. Foi presidente de 1819 a 1830 e realizou muitas ações populares, como a lei da reforma agrária. No entanto, os interesses das elites locais atrapalharam o projeto. Bolívar renunciou em 1830 e, no mesmo ano, a Grã-Colômbia se dissolveu. No mesmo ano, em 17 de dezembro, Simón Bolívar faleceu vítima de tuberculose.

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Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

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Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
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