Crise de 1929

Grande Depressão de 1929

A Grande Depressão de 1929 ou Crise de 1929 é um capítulo importante na história. Entenda como milhões de pessoas perderam empregos, bancos quebraram e o mundo entrou em uma enorme crise.

O contexto econômico dos Estados Unidos

Quando a crise estourou, os Estados Unidos ocupavam o posto de maior economia do mundo, se aproveitando especialmente do cenário pós Primeira Guerra Mundial.

O país viveu uma década de 20 de grande euforia, com um crescimento acelerado. Foi também quando começou a se consolidar o famoso estilo de vida americano, focado em um grande consumo de mercadorias. Portanto, muitas compras de carros, eletrodomésticos e outros itens.

Com isso, os Estados Unidos eram responsáveis por 42% da produção mundial de mercadorias e também emprestavam dinheiro para os países, lucrando com os juros e ganhando influência internacional.

Os norte-americanos também compravam 40% das matérias-primas vendidas pelas 15 nações mais comerciais do mundo antes da Grande Depressão de 1929.

O crescimento da indústria e do mercado de ações

Dessa forma, a indústria crescia, o país vivia um cenário de pleno emprego e as pessoas começaram a investir no mercado financeiro. O objetivo era comprar ações, esperar pela valorização e depois revender.

Naquele período, os EUA foram governados por três presidentes republicanos em sequência, que defendiam uma redução da intervenção estatal e a flexibilização das regras do mercado.

Isso gerou um grande número de fusões de empresas e uma maior concentração de renda. Enquanto o aumento dos salários era de apenas 1,45% ao ano, o dos acionistas era de 16%.

Esse processo fazia com que as ações aumentassem muito, pois sempre havia compradores. Isso passava uma falsa sensação de crescimento e gerava superprodução, o que resultou justamente na quebra da economia americana.

O colapso de 1929

Em um mercado sem regulamentação, a demanda da massa não acompanhava a produtividade. Apesar do crescimento econômico, os salários estavam estagnados, e não havia consumidores suficientes para absorver a produção.

O grande impacto ocorre em 24 de outubro de 1929. Nesse dia, 12 milhões de ações foram colocadas à venda. O cenário se repetiu nos dias seguintes, as ações despencaram e bilhões de dólares evaporaram, provocando a quebra da economia dos Estados Unidos.

Inicialmente, o governo dizia que a crise seria passageira, de algumas semanas. No entanto, durou três anos.

Consequências da Grande Depressão

Por conta da Grande Depressão:

  • O PIB dos Estados Unidos caiu 50%;
  • O desemprego chegou a 27%;
  • A Ford, que tinha 128 mil funcionários, reduziu para 37 mil;
  • As importações caíram 70% e as exportações, 50%.

Com os Estados Unidos quebrados, sem realizar empréstimos ou importações, ocorreu um efeito cascata em diversos países. Na Alemanha, o desemprego passou dos 30%, e isso abriu espaço para governos de extrema-direita, como o nazismo.

Impacto no Brasil e a recuperação dos EUA

O Brasil também foi impactado. Os Estados Unidos compravam 80% do nosso café, nosso principal produto de exportação. Muitos cafeicultores tiveram prejuízos, e o país mergulhou na recessão. Isso facilitou a ascensão de Getúlio Vargas com o golpe de 1930. Vargas chegou a comprar o excedente do café para socorrer os produtores, mas os efeitos da crise ainda duraram anos.

A recuperação norte-americana só ocorreu com a chegada do democrata Franklin Roosevelt, que implementou o New Deal, um conjunto de ações intervencionistas do Estado na economia.

Vídeo sobre a Grande depressão de 1929

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Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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