“Quem não pode com mandinga não carrega patuá” – Entenda o significado

Quem não pode com mandinga não carrega patuá. Você já ouviu essa expressão? A origem é bem curiosa e vale conhecer. 

A expressão surgiu ainda no tempo da Escravidão. Na época, diversos grupos étnicos foram trazidos para cá. Cada um com a sua cultura e também religião. 

No caso dos Mandingas, eram grupos de africanos do norte, que pela proximidade com os árabes, eram Muçulmanos. Portanto, se recusavam a se relacionar com quem não aceitasse Alá como Deus. Não aceitavam os negros que praticavam culto aos Orixás. 

E como os Mandingas sabiam ler e escrever em árabe, os senhores brancos os enxergavam como superiores aos outros negros. Essa crença também fazia com que pensassem que eles eram feiticeiros. Até por isso mandinga virou sinônimo de feitiço.

E por conta disso, os senhores brancos permitiam que permitiam que eles usassem trechos do Alcorão guardados em pequenos invólucros de pele de animais pendurados ao pescoço.

Além disso, estimulavam a rivalidade entre os grupos e colocavam os mandingas em funções superiores, como os de capturar os escravizados que fugiam.

E esses escravizados ao fugirem da senzala, usavam o cabelo encarapinhado e pendurava ao

pescoço um patuá, para se parecer com o do negro Mandinga e assim não ser perseguido. 

No entanto, quando um verdadeiro mandinga o encontrava, falava com ele em árabe. Como esse não sabia responder era descoberto. Dá a expressão “quem não pode com mandinga não carrega patuá”.

Com o tempo, o uso de patuá se tornou hábito entre os negros, generalizando em diferentes grupos, com a crença de gerar proteção. 

História do Candomblé no Brasil

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

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Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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