Fluminense e o Pó de arroz: Racismo no futebol

O episódio do Fluminense e o Pó de arroz é um capítulo histórico do racismo no futebol brasileiro. Porém, o caso não é exatamente como é contado e o racismo não vai pelo lado Tricolor e sim por parte dos rivais. Confira mais sobre esta ligação do Pó de arroz e o Fluminense.

Como surgiu o Pó de arroz

A origem do pó de arroz vem de 1914. Na ocasião, o jogador Carlos Alberto, do Fluminense usava um pó no rosto assim que terminava de fazer a barba. A prática não havia começado no Fluminense. E exatamente isso que originou toda a polêmica. 

Carlos Alberto atuava pelo América e no clube já utilizava esse pó branco. Em 1914, o ele e diversos outros jogadores deixaram o Alvirrubro e foram jogar nas laranjeiras. Todos passaram despercebidos, menos Carlos Alberto, que era o único negro. 

No primeiro encontro entre Fluminense e América, os torcedores americanos começaram a gritar “Pó de arroz”. Os torcedores Tricolores gostavam de serem conhecidos por irem bem vestidos para os estádios e o grito provocativo desses acabou pegando e todos os rivais então passaram a chamar o time de “Pó de arroz”. 

E isso só foi mudar anos mais tarde, quando torcida do Fluminense incorporou isso e passou a levar pó branco para os estádios. Uma história similar com o que aconteceu com o Flamengo e o Urubu, quando um ato de racismo dos rivais gerou um símbolo para o clube.

E de novo, o jogador não usava o pó para tentar esconder ser negro. Até por questão lógica que nenhum pós conseguiria suportar 90 minutos correndo e suando. Portanto, a culpa do racismo por parte do Fluminense não é a correta na história e sim dos rivais.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

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Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
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