A origem do Urubu como mascote do Flamengo

Fique por dentro da origem do Urubu como mascote do Flamengo. Poucas pessoas sabem, mas o primeiro mascote do Flamengo foi o marinheiro Popeye. Isso acontecia devido à origem do clube, ligado ao mar, como um time de regatas.

A transição do Popeye para o Urubu

A mudança para o Urubu, só ocorre na década de 1960. Na ocasião, os torcedores rivais, aqui no Rio de Janeiro, chamavam os rubro-negros de “urubus”.

Isso acontecia porque a grande maioria dos torcedores do Flamengo era composta por negros. Os rivais inclusive adaptaram uma marchinha, que zombava do fato de “um time de urubu querer ser campeão”.

A apropriação do insulto e o nascimento do mascote

Isso foi por muito tempo motivo de discussão, até que em 31 de maio de 1969, um torcedor do Flamengo decidiu levar um urubu para um jogo entre Flamengo e Botafogo, no Maracanã. Na ocasião, este era o clássico de maior rivalidade no Rio.

Só que o Flamengo não vencia o rival há quatro anos. O torcedor então soltou o urubu na arquibancada, com uma bandeira presa na pata.

A torcida rubro-negra então fez a festa e passou a gritar “é urubu”. O time ganhou aquele jogo por 2 a 1. Depois disso, o cartunista Henfil passou a usá-lo em charges esportivas, e o Urubu foi oficialmente adotado como mascote do Flamengo.

E o termo “mulambo”?

Conheça também a história do termo mulambo, muito utilizado contra torcedores do Rubro-negro.

Veja o vídeo sobre a origem do Urubu como mascote do Flamengo.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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