História do dinheiro no Brasil

Recentemente fomos apresentados à nota de 200 reais, que será lançada em breve. Neste episódio, vou mostrar a história do dinheiro, desde as primeiras moedas até a chegada do Real.

Inicialmente, no período colonial, as mercadorias funcionavam como moeda, primeiramente com o pau-brasil, depois com algodão, açúcar, entre outros produtos. Com o aumento das viagens para o Brasil, foram trazidas as primeiras moedas através de portugueses, invasores e piratas. A partir de 1580, as moedas de prata espanholas passaram a circular em grande quantidade, pois na época havia uma união entre Portugal e Espanha. Em 1642, por decisão de Dom João, o Rei de Portugal, foram aplicados ‘carimbos’ nas moedas portuguesas e espanholas, aumentando o valor delas.

Primeiras moedas

Ainda na metade da década, foram cunhadas as primeiras moedas no Brasil, feitas pelos holandeses que dominaram o nordeste por 14 anos. Elas eram conhecidas como florins. Na parte portuguesa, foram fabricadas na Casa da Moeda as patacas, entre 1695 e 1834, com valores de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. Com o aumento da produção de ouro, começaram a ser feitas moedas de ouro com valores bem maiores: 400, 1.000, 2.000, 4.000, 10.000 e até 20.000 réis, no começo do século XVIII.

Neste mesmo período, foram feitas as primeiras moedas com a figura do rei de um lado e as armas da coroa do outro, surgindo então a expressão ‘cara ou coroa’. Surgiram também moedas de 800, 1.600, 3.200, 4.800 e 9.600 réis para facilitar o comércio na região das minas, onde os preços eram diferenciados devido ao preço do ouro. Foram cunhadas moedas de prata de 600, 300, 150 e 75 réis.

Com a chegada da família real e a falta de metais preciosos devido ao crescimento dos gastos com a corte portuguesa no Rio de Janeiro, surgiu a necessidade de emitir moeda de papel para atender à demanda do comércio. Foi então que, em 1810, o Banco do Brasil emitiu os primeiros bilhetes bancários do país, precursores das atuais cédulas. Em 1822, o Brasil se torna independente e Dom Pedro I manda fabricar uma moeda rara, com apenas 64 exemplares, com o valor de 6.400 réis.

Nova moeda

O Brasil só foi mudar a moeda em 1834, quando surgiram os cruzados, com moedas de 100, 200, 400 e 1.200 réis. Já as cédulas tinham valores de 1.000, 5.000, 20.000, 100.000 e até 200.000 réis. Em 1941, foi criado o cruzeiro, que durou até 1967, com 56 tipos diferentes de cédulas. Um cruzeiro equivalia a mil réis. Durante a ditadura, em 1967, o cruzeiro se tornou o cruzeiro novo, devido à desvalorização do cruzeiro. Isso ocorreu de forma temporária, até que fossem produzidas novas cédulas e a população se adaptasse ao corte de três zeros.

Durante os três anos de vigência do cruzeiro novo, as notas antigas receberam carimbos com os novos valores. Por exemplo, mil cruzeiros equivalia a um cruzeiro novo, e as notas de 10 cruzeiros antigos passaram a valer apenas 10 centavos. Em 1970, finalmente, foi implementado um novo cruzeiro, que durou até 1986, com notas de 5, 10, 20, 50, 100, 200, 500, 1.000, 5.000, 10.000, 50.000 e até 100.000 cruzeiros.

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Mudanças na República

Na Nova República, surgiu o cruzado em 1986, com o objetivo de conter a inflação. Um cruzado equivalia a mil cruzeiros. Mais uma vez, as moedas anteriores foram aproveitadas com carimbos dos novos valores. Em 1989, mudamos novamente, agora para o cruzeiro novo, com um corte de três zeros, onde um cruzado novo equivalia a mil cruzeiros.

Entre 1991 e 1993, tivemos o cruzeiro novamente e, logo depois, o cruzeiro real, mais uma vez com um corte de três zeros. As moedas anteriores continuaram sendo aproveitadas com carimbos. No entanto, a inflação seguiu disparada, e tivemos inclusive uma nota de 50.000 cruzeiros reais. O real, que temos agora, entrou em vigor em 1º de julho de 1994, sendo que um real equivalia a 2.750 cruzeiros reais. Desta vez, o Banco Central determinou a substituição de todas as cédulas em circulação.

Foram feitas então as notas de 1, 5, 10, 50 e 100 reais. Em 2002, foi lançada a nota de 20 reais. Tivemos também uma nota comemorativa de 10 reais para os 500 anos do Brasil. A nota de 1 real foi tirada de circulação em 2013. Em seguida, tivemos o lançamento de um novo formato de notas e, mais recentemente, o anúncio do lançamento da nota de 200 reais, o que surpreendeu muitas pessoas.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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