História Das Escolas De Samba Do Rio De Janeiro

A origem das escolas de samba é do Rio de Janeiro, mas o motivo do nome levanta dúvidas. Uma teoria, do jornalista Sérgio Cabral, é de que sambistas se reuniam próximo a uma escola e diziam que lá davam aulas de samba. Já segundo o compositor de samba Almirante, o nome se tornou popular em 1916, pois era comum o grito de “escola, sentido!”.

Origem das Escolas de Samba

O fato é que a formação das escolas está totalmente ligada às camadas mais pobres do Rio de Janeiro, especialmente à cultura afro-brasileira, e o objetivo do nome “escola de samba” era uma forma de diminuir a perseguição policial que os sambistas sofriam. Eles costumavam dizer que só tinham dois inimigos: a polícia e a chuva, devido à tamanha repressão.

A primeira escola de samba surgida na cidade do Rio de Janeiro foi a Deixa Falar, em 1928, que tinha laços com a casa de Tia Ciata, uma das “mães do samba”. Só que a Deixa Falar não foi exatamente uma escola de samba; era mais similar a um bloco carnavalesco. Porém, ela apresentou características que perduram até hoje, como as baianas, que eram homenagens às mães de santo importantes para os sambistas, além de tamborins, reco-recos e cuícas.

As primeiras disputas

Em 1929, José Gomes da Costa, conhecido como Zé Espinguela, realizou um concurso de samba em uma das reuniões de sambistas que promovia em sua própria casa. Um desses concursos, realizado em 20 de janeiro de 1929, é considerado a primeira competição de escolas de samba, mesmo que não houvesse desfile.

Participaram agremiações de três regiões cariocas: Oswaldo Cruz, Mangueira e Estácio. Os compositores do conjunto de Oswaldo Cruz foram os campeões com o samba A Tristeza Me Persegue, de Heitor dos Prazeres.

Apesar de o concurso realizado na casa de Zé Espinguela ser considerado o primeiro, ele não é colocado como título pela Portela. A referência à formação de Oswaldo Cruz e Madureira é que o conjunto de Oswaldo Cruz ganhou o concurso, e entre eles estava a principal liderança da Portela, Paulo da Portela.

Três anos depois, em 1932, aconteceu outro marco na história das escolas de samba do Rio de Janeiro: o primeiro concurso oficializado pelo prefeito Pedro Ernesto. No entanto, não houve apoio do poder público, e a organização ocorreu através do jornal Mundo Esportivo. A disputa entre as agremiações aconteceu no dia 7 de fevereiro de 1932 na Praça Onze, com 19 escolas ao todo. A Mangueira foi a vencedora, e a Vai Como Pode, a segunda colocada. Isso ajudou a dar visibilidade ao mundo do samba, e muitos jornalistas passaram a subir os morros em busca de reportagens nas sedes das escolas.

Liga das Escolas de Samba

Em 1934, foi criada a União das Escolas de Samba para representar os interesses das agremiações. A partir dessa união, as escolas alcançaram palcos maiores, indo para a Avenida Presidente Vargas em 1943 e depois, geralmente, para a Avenida Rio Branco.

As arquibancadas eram montadas e desmontadas a cada Carnaval, porém o processo era lento e causava grandes impactos no centro da cidade, o que fez com que, ainda na década de 1940, começasse a ser discutido um espaço próprio para os desfiles.

Chegou-se a cogitar o Maracanã e até mesmo a Barra da Tijuca, até que o desfile foi transferido para a Avenida Marquês de Sapucaí em 1978, ainda sem o Sambódromo, que só seria construído em 1984.

História do sambódromo do Rio de Janeiro

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
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Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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