Ditadura foi ditabranda?

A Ditadura foi ditabranda? A expressão é utilizada por alguns que alegam que o Regime Militar não foi tão pesada, principalmente na comparação com outras ditaduras pela América. Mas isso é verdade?

O argumento começa pelo fato da Ditadura Argentina ter uma estimativa de 30 mil mortos, enquanto a da Ditadura Chilena teve 3.065, enquanto os números da do Brasil apontam 434. 

No entanto, isso não é algo exato. O número considera apenas assassinatos políticos. Ou seja, as famílias precisavam confirmar que essas pessoas estavam ligadas a movimentos políticos. Portanto, um critério diferente do que acontece nos países vizinhos, que computam todos que morreram em razão do governo ditatorial. No Brasil, levantamentos chegam a apontar cerca de 10 mil mortes, sendo 8 mil indígenas. Além disso, aproximadamente 20 mil pessoas passaram por sessões de tortura. 

Outro motivo para essa visão distorcida é que o fim da Ditadura foi um movimento conduzido pelos próprios militares. Não ocorreu uma ruptura e muito menos uma investigação e condenação pelos crimes do Regime, como ocorreu em nossos vizinhos. 

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Porém, a Ditadura passou longe de ser branda. Além dos mortes e torturados, o Regime expulsou e prendeu mais de 7 mil membros das forças armadas e bombeiros por se oporem à ditadura. 

Documentos da CIA além de confirmar a determinação do Governo militar de assassinar opositores ao Regime, também apontam que os militares brasileiros atuaram auxiliando outras ditaduras da América com táticas de perseguição e tortura.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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