Confira como ocorreu a Revolta da armada

A Revolta da Armada foi um conflito entre a Marinha e o governo de Marechal Deodoro da Fonseca e do vice Marechal Floriano Peixoto. Ocorreu em duas fases: a primeira em 1891 e a segunda em 1893. O movimento começou como uma reação às atitudes de Deodoro, que, ao enfrentar problemas com partidos políticos contrários ao seu governo, decidiu fechar o Congresso, violando a Constituição de 1891.

Líderes e causas

Os principais líderes da revolta foram os almirantes Saldanha da Gama e Custódio de Melo. O conflito teve início quando integrantes da Marinha se revoltaram contra as decisões de Deodoro e ameaçaram atacar o Rio de Janeiro, que era a capital da República, apontando canhões para a cidade. Diante dessa situação, Deodoro da Fonseca renunciou após apenas nove meses de governo.

Após a renúncia de Deodoro, Floriano Peixoto assumiu o governo de forma provisória. A Constituição determinava que, se o presidente eleito deixasse o cargo com menos de dois anos, deveria ocorrer uma nova eleição.

No entanto, Floriano não convocou novas eleições, alegando que isso só valeria se Deodoro tivesse sido eleito de forma direta, já que ele havia sido escolhido indiretamente. Esse argumento, não previsto na Constituição, é visto como um golpe da República, o que incomodou alguns generais e oficiais da Marinha.

Revolta da Chibata – resumo

A Revolta

Os oficiais da Marinha enviaram uma carta ordenando que Floriano convocasse novas eleições, conforme exigia a Constituição. A revolta então ganhou força, com alguns membros, como Saldanha da Gama, declarando-se favoráveis ao retorno da Monarquia e criticando Floriano pela falta de pacificação no país.

A frota da Marinha se mobilizou, com 16 embarcações de guerra e 14 navios civis, bombardeando o litoral do Rio de Janeiro. Contudo, sem o apoio das elites estaduais, que estavam ao lado de Floriano, a revolta foi sufocada pelas forças militares do governo. Parte das tropas rebeladas se deslocou para Desterro, atual Florianópolis, onde participaram da Revolta Federalista.

Devido aos bombardeios, a capital do estado do Rio de Janeiro foi temporariamente transferida para Petrópolis, para evitar os ataques dos canhões, retornando apenas em 1903.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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