Como era escolhido o Presidente na Ditadura?

Como foram escolhidos os presidentes da ditadura.  Quando o golpe foi sacramentado, em 1 de abril, quem assumiu a Presidência foi Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados.

No entanto, isso era mera formalidade. Os militares tentavam passar uma ideia de que tudo acontecia dentro das quatro linhas, para usar uma expressão que ficou popular recentemente quando se trata de planos de golpes. 

Uma primeira prova disso é que criaram inclusive uma história para tirar João Goulart da presidência, de que ele teria abandonado o Brasil. Sendo que Jango estava no Rio Grande do Sul.

Senadores biônicos e o pacote de abril de Geisel

Vale destacar que esta ficção de normalidade agradava outros políticos, como JK e Carlos Lacerda, que neste primeiro momento eram favoráveis à Ditadura por acreditarem que tirando Jango e aliados do caminho, teriam mais chances em uma próxima eleição.

No entanto, mesmo nos dias em que Ranieri Mazzilli estava como Presidente, quem mandava realmente era o Supremo Comando Revolucionário, que contava com os ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica. 

Foi o trio que criou o Ato Institucional nº 1, que cassou deputados e suspendeu os direitos políticos por 10 anos de todos que fossem contrários ao regime. 

Ficava estipulado também que no dia 11 de abril de 1964 seria escolhido de forma indireta o próximo Presidente do Brasil. O principal nome era Castelo Branco, que foi um dos maiores articuladores do golpe.

Eleição de Castelo Branco

Com deputados da base de Jango já cassados, o marechal Castelo Branco recebeu 361 votos no Congresso contra 3 de Juarez Tavora e 2 de Eurico Gaspar Dutra. Vale destacar que os dois também eram militares. 

De novo, algo que era uma mera formalidade, pois quem conduzia o país era o trio e este já havia definido que Castelo Branco seria o Presidente e havia determinado a cassação de quem fosse contrário. E vale destacar que o voto era aberto e falado. 

Castelo Branco assume em 15 de abril de 1964 e deveria organizar eleições diretas em 1966. No entanto, isso mudou. Novos políticos de oposição foram cassados, chegando a 173 ao longo da Ditadura. Além disso, com o Ato Institucional 2, foi instituído o bipartidarismo. 

De um lado estava a Arena e do outro o MDB, uma oposição que surgia frágil, pois todos opositores realmente ao regime já estavam cassados. 

Desta forma, o comando militar passava a indicar um candidato e o MDB, que era minoria no Congresso também indicava um. E os deputados votavam com mera formalidade, pois já sabia o resultado. 

Vale destacar que além das cassações, o Congresso foi fechado três vezes, sempre que os deputados dificultavam qualquer tipo de aprovação dos desejos dos militares.

O cenário só muda com a eleição de 1985. Por desejo dos militares, que ainda tinham maioria no Congresso com o partido PDS, a escolha para Presidente seguiu indireta. No entanto, desta vez, como a cúpula militar já havia acordo o fim do regime, Tancredo Neves vence a disputa para Presidente com 380 a 180 votos.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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