O que é “cultura do estupro?”

Você sabe o que é cultura do estupro? Não importa quando você esteja assistindo a este texto, é muito provável que tenha visto um caso de estupro noticiado nos jornais. Por isso, é importante entender o significado da cultura do estupro, especialmente se você faz parte do público masculino.

Origem do termo

Cultura do estupro é um termo que surgiu na segunda onda feminista, nos anos 70. Com o objetivo de apontar comportamentos sutis que minimizam ou relativizam a violência sexual contra a mulher. O uso da palavra “cultura” é para reforçar que não se tratam de comportamentos normais, mas sim de práticas enraizadas na sociedade, e que vão muito além do ato sexual em si. A cultura do estupro envolve uma série de atitudes e comportamentos que, frequentemente, são normalizados.

Um exemplo é o olhar invasivo, o toque indesejado, o comentário inadequado, aquela “piadinha” no trabalho ou para uma mulher que passa na rua, sem que ela tenha dado liberdade para isso.

Outro exemplo é a insistência diante de um “não” ou o ato de segurar a mulher contra a sua vontade. A objetificação da mulher e o uso da imagem de mulheres com pouca roupa de forma desnecessária em filmes, comerciais e outros locais, também fazem parte desse fenômeno.

A cultura do estupro também envolve culpar a mulher pela violência sofrida, seja pela roupa que estava usando, por estar bêbada ou pelo seu comportamento. E, ainda, desconsiderar a fala da mulher sobre ter sido violentada, insinuando que ela “gostou” ou “procurou por isso”. Todos esses são exemplos de como se perpetua a cultura do estupro.

Números da violência

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, só no Brasil, em 2020, ocorreram 56.098 estupros, o que equivale a um caso a cada dez minutos. Além disso, mais de 50% dos estupros de crianças e adolescentes foram praticados por pessoas conhecidas, como pais, padrastos, namorados e amigos.

Entre adultos, quase 40% dos estupros são cometidos por conhecidos. Em 90% dos casos os agressores são do sexo masculino, enquanto 88% das vítimas são do sexo feminino.

Portanto, não adianta apenas se chocar quando um caso de estupro é noticiado, é preciso agir para dar um basta na cultura do estupro.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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