Desigualdade de mulheres e pretos na política

A representatividade política no Brasil ainda é um problema e isso é visto na desigualdade de mulheres e pretos na política. Desafio você a pensar em quantas mulheres e pessoas negras você já votou para vereador, deputado ou qualquer outro cargo. 

E falar sobre isso é importante porque esses grupos ainda são muito pouco representados na política e vamos trazer números sobre essa desigualdade. 

Números das mulheres

A primeira delas é que em 2020 foram realizadas eleições em 5.568 municípios. No entanto, somente em 45 deles elegeram mais mulheres do que homens para as câmaras de vereadores. Isso dá menos de 1%. Além disso, a maioria ocorreu em cidades pequenas, com até 15 mil habitantes. 

Só que agora vem um dado mais alarmante. Isso porque 935 municípios não municípios não elegeram nenhuma mulher. Ou seja, para cada cidade que as mulheres são maioria, existem 20 em que sequer são representadas. 

A situação piora quando o recorte é sobre mulheres negras. Afinal, 56% das cidades brasileiras não tiveram mulheres negras eleitas para o cargo de vereadora em 2020. São 3.045 municípios sem essa representatividade.

Hoje, as mulheres negras são 28% da população, mas são apenas 6% dos eleitos para cargos de vereador e prefeito no Brasil. 

Mais um ponto dessa igualdade é que 770 municípios brasileiros não possuem nenhum representante negro, seja homem ou mulher. 

Cenário carioca

Na cidade do Rio de Janeiro, que tem uma população diversa, é um exemplo desigualdade de mulheres e pretos na política. Tem uma concentração de homens brancos na Câmara municipal. Dos 51 eleitos em 2020, apenas dez eram mulheres. Além disso, desses 51, somente 14 se declaravam pretos ou pardos.

Então volto a pedir uma reflexão. Quantos negros e quantas mulheres você já votou. Sei que sempre tem aquele que fala que não vê a cor, mas fica o questionamento porque você acha que sempre vota em homens e brancos. 

E que fique claro que não há problema em votar em homens e brancos, o problema é em estar desproporcional. 

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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