A História da Al-Qaeda e o 11 de Setembro

A história da Al-Qaeda está totalmente ligada ao dia 11 de setembro de 2001. O ataque às Torres Gêmeas foi o atentado mais chocante para muitas gerações e despertou um medo até de uma possível Terceira Guerra Mundial.

Já falamos aqui no episódio sobre a Guerra do Afeganistão, mas o que é pouco falado é a história anterior ao atentado. O surgimento da Al-Qaeda até o choque dos aviões com as Torres Gêmeas, e é isso que você vai ver agora neste artigo.

Quem é a AL-Qaeda?

Primeiramente, é preciso dizer que a Al-Qaeda é um grupo de fundamentalistas do Islã sunita, um grupo mais ortodoxo e tradicionalista do islamismo. A Al-Qaeda surgiu nos anos 80 no Afeganistão. Na ocasião, o mundo vivia ainda a Guerra Fria e o país era ocupado pela União Soviética, vivendo em um regime comunista.

Assim como ocorreu em muitos outros países durante a Guerra Fria, os Estados Unidos financiavam grupos que lutassem contra a União Soviética. Com isso, buscavam derrotar o comunismo em seus países. E isso ocorreu no Afeganistão: os Estados Unidos enviavam ajuda financeira, armas e treinamentos para membros da Al-Qaeda, que significa ‘a base’. Os norte-americanos também auxiliavam com inteligência militar, através da CIA.

Portanto, a Al-Qaeda surge como aliada dos Estados Unidos em uma luta contra o comunismo. Osama Bin Laden, líder do grupo, contou com todo este treinamento norte-americano para derrotar os comunistas. A aliança meio que funcionou, afinal a União Soviética decidiu sair do Afeganistão. Bin Laden então entendeu que a missão estava concluída e decidiu voltar para a Arábia Saudita. Só que a aliança não durou muito.

Nova Guerra americana

Os Estados Unidos entraram em outra guerra. Dessa vez que não agradava em nada aos grupos da Al-Qaeda: era a Guerra do Golfo em 1990, quando os norte-americanos montaram bases militares na Arábia para um possível ataque às tropas iraquianas no Kuwait.

A presença dos Estados Unidos em um território considerado o berço do profeta Maomé e repleto de santuários islâmicos era uma situação inaceitável para membros da Al-Qaeda, que não permitiam influência ocidental na região. Foi o fim da relação, e a partir daí Bin Laden e sua organização declararam os Estados Unidos como seu principal inimigo.

Os Estados Unidos sempre tiveram muito interesse por esses territórios do Oriente Médio devido ao petróleo. Por isso os conflitos contra a União Soviética no Afeganistão, a Guerra do Golfo e anos depois a guerra contra o Iraque. Só que para isso, acabaram preparando um inimigo.

A Al-Qaeda não era apenas um grupo terrorista local; por causa do investimento dos Estados Unidos, a organização passou a contar com estrutura, armamento e também inteligência. Ainda nos anos 90, a Al-Qaeda se espalhou por cerca de 45 países e começou a promover ataques a bases e tropas norte-americanas.

Al-Qaeda no Afeganistão

Devido à relação dos Estados Unidos com a Arábia Saudita, Osama Bin Laden e a Al-Qaeda se estabeleceram no Afeganistão em 1996. Quando o país era dominado pelo Talibã, que tinha uma visão fundamentalista similar à da Al-Qaeda. Foi exatamente a partir de 1996 que a Al-Qaeda ganhou ainda mais força. O grupo terrorista começou a usar toda a experiência militar e de inteligência adquirida nos anos de união com os Estados Unidos contra o mundo ocidental.

Neste momento, o grupo não buscava mais apenas o controle do Oriente Médio, mas também queria dar uma resposta ao Ocidente, que eles viam como inimigos da religião e da cultura islâmica. Um grande ataque aos Estados Unidos se tornou prioridade, o que se concretizou em 11 de setembro de 2001, com os aviões sequestrados sendo jogados nas Torres Gêmeas e outro no Pentágono.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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