Ditadura na Argentina e o Fim do Regime Militar

Dessa vez, vamos falar da Ditadura na Argentina. Aliás, “as ditaduras”, afinal, até mais do que aqui, lá ocorreram diversas interferências militares na política do país. Hoje, já existem documentos que comprovam a interferência dos Estados Unidos nos governos da América Latina, em uma busca por evitar uma aproximação dos países daqui com a União Soviética durante a Guerra Fria. E isso fica ainda mais evidente pelo fato de que ocorreram em períodos próximos na história.

No Brasil, Getúlio cometeu suicídio em 1954 para evitar um golpe militar. Na Argentina, Perón sofreu um golpe em 1955. Depois, Jango foi derrubado em 1964, e na Argentina ocorreu um novo golpe em 1966. Entre 1974 e 1979, Geisel assumiu aqui no Brasil durante a ditadura, e embora falasse em uma reabertura política, intensificou a perseguição aos opositores. Em 1976, inicia-se uma nova ditadura na Argentina. Mas é hora de contar como ocorreram todos esses golpes e ditaduras na Argentina.

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Primeira ditadura e Perón

O primeiro golpe na Argentina ocorreu em 1930, com José Félix Uriburu, mas foi um processo mais rápido e que durou apenas dois anos. O grande ciclo de golpes no país começou mesmo em 1943.

Na ocasião, um grupo de militares ultraconservadores, nestes incluindo católicos e simpatizantes do nazi-fascismo, derrubou o presidente eleito Ramón Castillo, argumentando que buscavam combater as agitações políticas e de grupos comunistas e ligados a sindicatos. Vale destacar inclusive que muitos nazistas, após a guerra, se refugiaram na Argentina para não serem presos na Alemanha.

Mas voltando ao golpe, os militares fizeram um governo extremamente autoritário. Neste período, Juan Domingo Perón era o chefe da Secretaria de Trabalho e começou a se aproximar dos trabalhadores. Com isso, Perón foi lançado como candidato em 1946, três anos depois do primeiro golpe militar, com o apoio do exército e da igreja, e acabou eleito. Seu governo foi democrático, porém ainda autoritário, admirado por muitos argentinos, mas uma parte da população o considerava assistencialista.

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Perón afirmava que não era nem comunista nem capitalista, e sua posição era o ‘justicialismo’, uma doutrina baseada na defesa da justiça social, independência econômica e soberania política.

Ele ampliou direitos sociais e dos trabalhadores ao mesmo tempo que reduziu a capacidade de atuação do Poder Legislativo, além de promover intervenções em algumas províncias e censurar meios de comunicação. Em geral, Perón conseguiu fazer um governo que agradou ao povo e, com isso, foi reeleito em 1952.

Segunda Ditadura

Em seu segundo mandato, ele começou a tomar medidas que desagradaram os conservadores, como a revogação do ensino religioso obrigatório nas escolas, a lei que permitiu o divórcio e a convocação de uma assembleia constituinte para estabelecer a separação entre igreja e estado. A oposição ampliou as críticas e passou a recorrer à luta armada.

Em 16 de junho de 1955, o alto escalão da Marinha colocou em prática o plano de bombardear a Casa Rosada e assassinar Perón. O plano não deu certo e acabou acertando uma manifestação de apoio ao presidente, matando mais de 300 pessoas na Praça de Maio.

Mesmo assim, em setembro de 1955, a igreja e os militares deram um golpe, e Perón pediu asilo na embaixada paraguaia. Muitos historiadores consideram isso um grande erro, pois Perón manteve-se na cabeça dos argentinos como uma figura heroica. Isso gerou conflitos entre os próprios golpistas, divididos entre aqueles que perseguiam opositores e tentavam obter apoio popular usando um pouco do peronismo.

Terceira Ditadura

Em 1973, Perón retornou ao poder, mas morreu em 1974. Sua esposa, Isabelita Perón, assumiu a presidência, mas a instabilidade política seguiu, e os militares, com apoio norte-americano, conspiraram para um novo golpe, que ocorreu em 24 de março de 1976. Este regime foi a última ditadura argentina, mas também a mais sanguinária.

Implementou políticas neoliberais e conservadoras, usou a Copa do Mundo de 1978 para ganhar apoio popular, mas também criou campos de concentração clandestinos, onde cerca de 30 mil pessoas foram sequestradas, torturadas e mortas.

O regime acabou com a derrota na Guerra das Malvinas em 1982, levando ao fim da ditadura em 1983, com a eleição de Raúl Alfonsín, que anulou leis de impunidade e conduziu o julgamento e condenação dos líderes do regime.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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