A Queima dos Arquivos da Escravidão no Brasil

O Brasil tem um sério problema de ignorar seus maiores erros, fingindo que eles nunca aconteceram. Neste artigo, vamos falar sobre a queima de arquivos da escravidão no Brasil, contribuindo significativamente para essa tentativa errada de apagar um crime histórico do nosso país.

A história brasileira é recheada de péssimas escolhas. Basta olhar para o presidente que temos. Mas o pior é que muitas dessas decisões são tomadas pensando que vão dar certo, mas acabam sendo um tiro no próprio pé ou no pé do grupo que as defende. Foi um caso semelhante em 1890, apenas dois anos após a abolição. Rui Barbosa, que era um abolicionista, decidiu queimar todos os vestígios da escravatura no nosso país enquanto era ministro da Fazenda.

A Verdade sobre a Abolição da Escravatura

Os arquivos destruídos

Foram queimados todos os livros de registros dos cartórios municipais relativos a transferências, compra e venda de escravos no Brasil. Toda essa documentação foi destruída em 13 de maio de 1891. A tese mais aceita é de que Rui Barbosa tomou essa decisão para evitar que os antigos donos de escravos exigissem indenizações do governo por causa da Lei Áurea, que aboliu a escravatura no país.

O problema é que, por mais que essa possibilidade existisse, a queima também afetava o outro lado. Afinal, a primeira lei que proibia o tráfico de escravos no Brasil era de 1831, mas ela foi ignorada por cerca de 15 anos. Nesse período, entraram 300 mil africanos no país para serem escravizados. Com os documentos em mãos, essas pessoas e seus familiares poderiam receber indenizações pelos períodos em que foram escravos.

Além disso, a queima desses arquivos fez com que a pesquisa e a produção historiográfica ficassem ainda mais restritas, obrigando a busca por outras fontes, que são cada vez mais raras antes do século XIX. Principalmente devido ao racismo institucionalizado no Brasil, os negros sempre foram pouco ouvidos, tanto no período da escravidão quanto nos anos seguintes à abolição.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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