Dia Internacional das Mulheres: A história da busca por direitos

O 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, e para celebrar essa data, vou contar um pouco sobre a história em torno desse dia, as lutas das mulheres, especialmente no Brasil, e personagens importantes, além da realidade atual em questões como salário, emprego e feminicídio.

Origem da data

A principal lenda em torno do Dia Internacional da Mulher é que a data foi escolhida para homenagear mais de 600 operárias que morreram em um incêndio em uma indústria em Nova York, nos Estados Unidos, em 1911. Embora o fato tenha servido para fortalecer os sindicatos das trabalhadoras, ele não está relacionado diretamente ao 8 de março. O incêndio ocorreu, na verdade, em 25 de março. A primeira referência ao 8 de março ocorreu em 1917, na Rússia, quando mais de 90 mil mulheres foram às ruas protestar por melhores condições de trabalho, paz e por comida. O protesto ficou conhecido como ‘Pão e Paz’.

Oficialmente, o Dia Internacional da Mulher só foi reconhecido em 1977 pela ONU, com o objetivo de ser um momento de reflexão e discussão sobre a condição da mulher, a violência e a igualdade. No Brasil, a luta feminina começou no século XIX, ainda no período imperial, quando as mulheres conquistaram o direito à educação em 1827.

Antes disso, elas não podiam nem se matricular nas escolas. Um dos grandes nomes dessa fase foi a escritora e educadora Nísia Floresta, que fundou a primeira escola exclusiva para meninas. Em 1887, Rita Lobato tornou-se a primeira brasileira a concluir uma faculdade de Medicina, na Bahia, e a primeira a exercer a profissão.

Luta por direitos

Após a Proclamação da República, as mulheres lutaram pelo direito ao voto. Entre 1891 e 1920, surgiram diversas organizações e partidos de mulheres, promovendo passeatas e manifestações. O direito ao voto foi finalmente concedido em 1932, após muita luta de figuras como Bertha Lutz e Olinda Daltro. Em 1928, Alzira Soriano se tornou a primeira prefeita eleita no Brasil, no Rio Grande do Norte. Em 1934, Carlota Pereira de Queirós foi eleita a primeira deputada federal, e Antonieta de Barros tornou-se a primeira mulher negra a ocupar o cargo.

A História do Voto Feminino no Brasil

No século XX, as mulheres também lutaram por melhores condições de trabalho. Em 1917, ganharam o direito de serem admitidas no serviço público, e em 1962, o Estatuto da Mulher casada alterou o Código Civil, permitindo que elas trabalhassem sem precisar de autorização do marido. Em 1977, a lei do divórcio foi aprovada, e em 2006, a Lei Maria da Penha foi criada para combater a violência doméstica. Apesar dos avanços, o feminicídio e a desigualdade salarial ainda são questões graves. Segundo dados de 2019, as mulheres ganhavam 22% a menos que os homens no Brasil.

Outro exemplo importante é a jovem Raíssa Luara, de apenas 12 anos, que criou uma biblioteca comunitária na favela da Ladeira dos Tabajaras, no Rio de Janeiro, incentivando a leitura e o conhecimento em sua comunidade.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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