Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio 2026

A poucos dias do Carnaval de 2026, as escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro já deram uma prévia do que apresentarão nos desfiles oficiais. Durante os ensaios técnicos realizados na Marquês de Sapucaí, as agremiações mostraram elementos visuais, trechos de sambas e conceitos criativos que antecipam o espetáculo.

Os temas escolhidos, por sua vez, percorrem diferentes dimensões da cultura brasileira. Além disso, incluem homenagens a personalidades históricas, manifestações religiosas, tradições populares e movimentos artísticos. Dessa forma, o conjunto de enredos reforça o papel do carnaval como espaço de preservação e interpretação da memória coletiva.

Domingo (15 de fevereiro)

Acadêmicos de Niterói

Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói abrirá os desfiles com um enredo dedicado à trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva. O tema propõe apresentar a caminhada do presidente desde a infância no sertão pernambucano até sua chegada à Presidência da República.

Ao mesmo tempo, a escola utiliza o mulungu como símbolo narrativo do percurso político e social do personagem. Assim, o desfile pretende construir uma narrativa de origem, resistência e ascensão.

Imperatriz Leopoldinense

A Imperatriz levará à avenida um tributo a Ney Matogrosso. Com o enredo “Camaleônico”, a escola pretende destacar a multiplicidade artística e estética do cantor.

Além disso, o desfile revisitará momentos marcantes da carreira do artista, ressaltando sua influência na música e na cultura brasileira. Dessa maneira, a proposta busca traduzir em linguagem visual a capacidade de reinvenção que marcou sua trajetória.

Portela

A Portela apresentará o enredo dedicado ao Príncipe Custódio, figura histórica ligada à cultura afro-gaúcha do século XIX. O desfile abordará aspectos religiosos, sociais e políticos associados ao personagem.

Nesse sentido, a escola pretende evidenciar a presença negra no Sul do Brasil. Ao mesmo tempo, o enredo também explora o sincretismo entre tradições afro-brasileiras e manifestações populares regionais.

Mangueira

A Mangueira levará para a avenida a história de Mestre Sacaca, referência dos saberes afro-indígenas no Amapá. Conhecido por seu conhecimento sobre ervas e práticas de cura, ele também teve atuação cultural relevante.

Além disso, o desfile busca ampliar a narrativa sobre a Amazônia Negra. Portanto, a proposta combina elementos ambientais, históricos e comunitários para apresentar o legado do personagem.

Segunda-feira (16 de fevereiro)

Mocidade Independente de Padre Miguel

A Mocidade homenageará Rita Lee com um enredo que celebra sua liberdade criativa e influência cultural. O desfile pretende destacar tanto a produção musical quanto o impacto comportamental da artista.

Consequentemente, a narrativa deve explorar diferentes fases de sua carreira. Assim, a escola busca traduzir na avenida o espírito de irreverência associado à cantora.

Beija-Flor de Nilópolis

A Beija-Flor apresentará o enredo sobre o Bembé do Mercado, celebração religiosa realizada no Recôncavo Baiano há mais de um século. O desfile destacará a importância histórica da cerimônia, criada após a abolição da escravidão.

Além disso, a escola pretende evidenciar o caráter coletivo e ritualístico da festa. Dessa maneira, o enredo conecta religiosidade, memória e resistência cultural.

Unidos do Viradouro

A Viradouro levará à Sapucaí uma homenagem ao Mestre Ciça, figura reconhecida na história do carnaval carioca. O desfile pretende destacar sua trajetória e contribuição para a evolução das baterias.

Ao mesmo tempo, a proposta funciona como reconhecimento à longevidade e à inovação do mestre. Assim, o enredo assume caráter celebratório e institucional.

Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca homenageará a escritora Carolina Maria de Jesus. O desfile pretende apresentar sua trajetória para além das dificuldades sociais retratadas em sua obra.

Além disso, a escola buscará evidenciar o impacto literário e histórico de seus escritos. Portanto, o enredo amplia a discussão sobre desigualdade, memória e produção cultural periférica.

Terça-feira (17 de fevereiro)

Paraíso do Tuiuti

A Paraíso do Tuiuti abordará a tradição religiosa Ifá em sua vertente afro-caribenha. O desfile pretende mostrar conexões culturais entre diferentes territórios da diáspora africana.

Ao mesmo tempo, a escola busca integrar referências sonoras brasileiras e caribenhas. Dessa forma, o enredo propõe uma narrativa de intercâmbio cultural e espiritual.

Unidos de Vila Isabel

A Vila Isabel homenageará Heitor dos Prazeres, multiartista fundamental para a história do samba. O desfile terá como fio condutor a relação entre criação artística, identidade afro-brasileira e memória cultural.

Além disso, a proposta utiliza o sonho como elemento narrativo central. Assim, a escola pretende destacar o legado musical e visual do artista.

Grande Rio

A Grande Rio levará para a avenida o movimento Manguebeat. O desfile explorará a simbologia dos manguezais como espaço de produção cultural e transformação social.

Consequentemente, referências musicais e estéticas ligadas ao movimento devem aparecer ao longo da apresentação. Dessa maneira, o enredo conecta Pernambuco e Duque de Caxias em uma leitura contemporânea da cultura brasileira.

Acadêmicos do Salgueiro

O Salgueiro encerrará os desfiles com uma homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães. O enredo propõe uma narrativa lúdica inspirada na trajetória criativa da artista.

Além disso, o desfile deve reunir personagens e referências presentes em suas obras históricas. Assim, a escola presta reconhecimento à contribuição da carnavalesca para o desenvolvimento estético da Sapucaí.

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