História escondida do Bairro da Liberdade

Conhecido como bairro japonês em São Paulo, a Liberdade tem uma história muito diferente escondida dos moradores locais e de quem visita à cidade. E inclusive é essa história que dá origem do nome do local.

Quem visita o Bairro da Liberdade por causa dos elementos e produtos da cultura japonesa ou para comprar nas lojas não sabe que na verdade a região traz uma memória marcante do país. 

Isso porque o Bairro só passou a ter as características atuais na década de 70. E bem antes de receber essa arquitetura japonesa, a Liberdade na verdade abrigava uma grande comunidade negra e era palco de tortura dos escravizados.

Pontos históricos do Bairro da Liberdade

A Praça da Liberdade, por exemplo, em que ocorre a Feira, era antes chamada de Largo da Forca. Isso porque entre 1765 e 1874, os escravizados eram condenados à morte exatamente ali naquele local. A maioria, ex-escravizados punidos por terem tentado fugir. 

A Igreja em frente, inclusive, é a Igreja Santa Cruz das Almas dos Enforcados. E a origem do nome vem da tentativa de execução de Francisco José Chagas. Chaguinhas, como era conhecido, era um soldado negro e foi preso por protestar por salários. 

No momento da execução, a corda rompeu três vezes e a população passou a gritar “liberdade!”. O clamor não adiantou e Chaguinhas foi morto a pauladas, mas o fato ficou para a história.

Outro ponto histórico da região é a Capela dos Aflitos. Na ocasião, era comum o sepultamento dentro das Igrejas. A Capela dos Aflitos era a destinada para sepultamento dos ex-escravizados. 

Madrinha Eunice, a Fundadora da Primeira escola de Samba de São Paulo

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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