A História de Mãe Aninha e a Luta Contra a Intolerância Religiosa

Em uma época em que mulheres brancas eram deixadas sem protagonismo, as mulheres negras eram vistas até com menos humanidade. Mas foi nesse contexto que Eugênia Anna dos Santos, conhecida como Mãe Aninha, foi fundamental para a sobrevivência do Candomblé.

Mãe Aninha foi crucial na luta de resistência do Candomblé no Brasil, fundando terreiros no Rio de Janeiro e em Salvador, mesmo em uma época em que a religião era alvo de forte repressão policial. A situação de Eugênia dos Santos foi além, pois ela teve uma participação importante no debate político que resultou no decreto que pôs fim à proibição dos cultos africanos em 1934. Mãe Aninha faleceu quatro anos depois.

Intolerância religiosa e o racismo andam juntos

Contudo, como mencionado anteriormente, a legalização da prática religiosa não foi suficiente para acabar com a intolerância. Da mesma forma, nem a Constituição de 1988, que garante a liberdade religiosa, conseguiu assegurar o respeito aos cultos de origem africana. Tanto é que, desde 2007, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, em 21 de janeiro, uma data escolhida em homenagem à Mãe Gilda de Ogum, que foi agredida e morta dentro de seu terreiro.

Faz quase 90 anos que Eugênia dos Santos lutou pela liberdade religiosa, e até hoje ela não é plenamente vista no Brasil.

Douglas Nunes

Quem sou eu: Douglas Nunes, Jornalista e Historiador

Sou Douglas Nunes, jornalista formado em 2010 e historiador formado em 2019, criador do Outro Lado da História. Há mais de 15 anos produzo conteúdo sobre história, política e sociedade — e nesse tempo publiquei mais de 400 artigos e vídeos no youtube, e alcancei mais de 1,6 milhão de visualizações com análises críticas sobre o Brasil e o mundo.
Meu trabalho parte de uma premissa simples: a história oficial raramente conta tudo. Há interesses, silêncios e perspectivas apagadas que mudam completamente a leitura dos acontecimentos — e é exatamente isso que busco revelar aqui.

Formação Acadêmica
Jornalismo — concluído em 2010
História — concluído em 2019
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0819713762694430

Trajetória Profissional
Ao longo da carreira, passei por redações e projetos de comunicação de grande relevância:

Jornal O Dia — Reportér
Brasil Econômico — Repórter
Escola Zico 10 — Assistente de Comunicação

Essa trajetória diversificada me deu uma visão ampla sobre como narrativas são construídas — e como podem ser questionadas.

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